Segurança do Paciente

By 18/10/2017Saúde, Tudo

Medidas de prevenção de endoftalmites e de síndrome tóxica do segmento anterior relacionadas a procedimentos. Um conteúdo voltado para aos profissionais e gestores que atuam na área de oftalmologia, controle de infecção, segurança do paciente e a todos os interessados no tema

Endoftalmites

A endoftalmite consiste em um processo inflamatório decorrente da introdução de microrganismos (mais frequentemente bactérias) na região intraocular e quando esta inoculação ocorre durante um procedimento oftalmológico invasivo é classificada como uma Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (IRAS).

As IRAS são os eventos adversos mais frequentes dentro de um serviço de saúde. São um grave problema de saúde pública, levando a sérias consequências para a saúde individual e coletiva, uma vez que resulta em elevada morbidade e mortalidade, aumento do tempo de hospitalização e do custo do tratamento. Apesar da endoftalmite raramente resultar em morte, as consequências para a qualidade de vida do paciente afetado, em geral, são catastróficas, uma vez que o seu prognóstico, na maioria das vezes, é ruim, resultando em perda ou redução da acuidade visual e, em alguns casos mais traumáticos, na perda do olho.

A Síndrome Tóxica do Segmento Anterior (TASS) é uma reação inflamatória, porém causada por substâncias não infecciosas. É uma complicação da cirurgia intraocular, sendo muitas vezes confundida com a endoftalmite e que também resulta em aumento da morbidade, tempo de hospitalização do paciente e do custo do tratamento.

Estes fatores, somados ao grande número de procedimentos oftalmológicos realizados no país, à ocorrência de surtos relacionados a estes procedimentos, à lacuna de informações sobre o tema e a grande demanda de informações solicitadas à Anvisa pelos profissionais de saúde, nos impulsionaram a formar um grupo de trabalho, constituído por profissionais especialistas no tema, a fim de elaborar um documento com orientações embasadas em evidências científicas e nas melhores práticas.

Portanto, a principal finalidade desta publicação da Anvisa é contribuir para melhoria da qualidade da assistência aos pacientes submetidos a procedimentos oftalmológicos invasivos, com consequente redução da incidência da endoftalmite e da TASS e aumento da segurança do paciente.

Veja o material completo:

 

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